Contre la réforme des retraites et la LPPR : le  5 mars, la recherche s'arrête
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Publications et traductions

Les chercheur.e.s sont traduit.e.s

  • Marie Cartier, Isabelle Coutant, Olivier Masclet and Yasmine Siblot, The France of the Little-Middles : A Suburban Housing Development in Greater Paris, traduit par Juliette Rogers, Berghahn Books, coll. Anthropology of Europe, 2016 - 224 p. - (Traduction de : La France des « petits-moyens ». Enquête sur la banlieue pavillonnaire, Paris : La Découverte, 2008 - 324 p.).
    The Poplars housing development in suburban Paris is home to what one resident called the “Little-Middles” – a social group on the tenuous border between the working- and middle- classes. In the 1960s The Poplars was a site of upward social mobility, which fostered an egalitarian sense of community among residents. This feeling of collective flourishing was challenged when some residents moved away, selling their homes to a new generation of upwardly mobile neighbors from predominantly immigrant backgrounds. This volume explores the strained reception of these migrants, arguing that this is less a product of racism and xenophobia than of anxiety about social class and the loss of a sense of community that reigned before.
  • Danielle Chabaud- Rychter, Virginie Descoutures, Anne-Marie Devreux and Eleni Varikas, O gênero nas ciências sociais. Releituras críticas de Max Weber a Bruno Latour, traduit par Lineimar Pereira Martins, Editora Universidade de Brasília ; Fundação Editora da Unesp, 2014 - 584 p. - (Traduction en portugais (Brésil) de : Sous les sciences sociales le genre. Relectures critiques de Max Weber à Bruno Latour, La Découverte, 2010.).
    Os 34 ensaios desta obra analisam criticamente as contribuições e lacunas de autores clássicos das Ciências Sociais sob a perspectiva dos estudos de gênero. Cobrindo um amplo espectro temático - analisando produções que vão de Auguste Comte a Carlo Ginzburg, passando por Claude Lévi-Strauss, Anthony Giddens e Edward Thompson -, estes textos compõem um volume indispensável para os interessados não só em temas relacionados à desigualdade sexual, mas também na própria história do pensamento social. Mais ainda que um novo olhar sobre as Ciências Sociais normásculas, talvez seja esse modo salteador produtivo e imaginativo, esse caminho da bandita que nos interessa propor aqui, por meio das numerosas releituras críticas feministas mobilizadas no decorrer desta obra e que poderiam muito bem revelar um dos efeitos teóricos da fúria dos oprimidos.
  • Cédric Hugrée, Etienne Penissat and Alexis Spire, Social class in Europe: new inequalities in the old world, traduit par Rachel Gomme, Sanya Pelini, First edition paperback, Brooklyn : Verso Books, 2020 - 224 p.
    Over the last ten years the issue of Europe has been placed at the centre of major political conflicts, revealing profound splits in society. These splits are represented in terms of an opposition between those countries on the losing and those on the winning sides of globalisation. Inequalities beyond those nations are critically absent from the debate. Based on major European statistical surveys, the new research in this work presents a map of social classes inspired by Pierre Bourdieu’s sociology. It reveals the common features of the working class, the intermediate class and the privileged class in Europe. National features combine with social inequalities, through an account of the social distance between specific groups in nations in the north and in the countries of the south and east of Europe. The book ends with a reflection on the conditions that would be required for the emergence of a Europe-wide social movement.

  • Clara Lévy, “Ler, eleger, se construir: os livros de cabeceira e sua dimensão identitária”, in A. Quemin, G. Villas Bôas (eds.), Arte e vida social : Pesquisas recentes no Brasil e na França, traduit par Germana Henriques Pereira, Marseille : OpenEdition Press, coll. Brésil / France | Brasil / França, March 31, 2016 - p.  - en ligne : http://books.openedition.org/oep/1470 (Consulté le July 21, 2016) - (Traduction de : C. Levy, Lire, élire, se construire : les livres de chevet et leur dimension identitaire In : Art et société : Recherches récentes et regards croisés, Brésil/France, Marseille : OpenEdition Press, 2016.).
    Este capítulo apresenta uma pesquisa acerca de um tema até então inédito na sociologia da leitura: os livros de cabeceira, ou seja, os livros favoritos, ou de predileção, das pessoas entrevistadas. A partir de 30 entrevistas realizadas em profundidade, mostraremos que o livro de cabeceira intervém, de diversos modos, no processo de construção da identidade dos entrevistados. De fato, afigura-se que o livro de cabeceira participa de uma ou mais componentes identitárias dos entrevistados, às vezes, de modo consciente, e, outras vezes, sem que eles tenham consciência disso.O objetivo é mostrar, num primeiro momento, que o livro de cabeceira ocupa um lugar especial entre as leituras selecionadas (ao contrário das leituras impostas, especialmente nas escolas), cujas histórias e estilos são valorizadas pelos entrevistados. Esse gesto de leitura leva os leitores a um forte apego ao próprio objeto-livro, que não fica exposto em qualquer estante e nem é facilmente emprestado. Em seguida, discutiremos as circunstâncias do encontro (e de possíveis reencontros, às vezes reiterados) entre o leitor e o seu livro de cabeceira, por meio da análise, tanto do registro do "encontro casual", mencionado pelos entrevistados, quanto dos fatores que promoveram esse encontro, como a sociabilidade no seio da família ou entre seus pares. Finalmente, evidenciaremos algumas das possíveis maneiras como os livros de cabeceira participam da autoconstrução dos leitores, aliadas às componentes identitárias que podem ser associadas a esferas extremamente diferentes, tais como a identidade familiar, a identidade profissional, a identidade etnorreligiosa, entre outras.
  • Camille Peugny, Destino vem do berço (O)? Desigualdades e reprodução social, traduit par Vanina Carrara Sigrist, Papirus Editora, 2014 - (Traduction en portugais de : C. Peugny, Le destin au berceau. Inégalités et reproduction sociale, Seuil / République des idées, 2013.).

  • Alain Quemin and Glaucia Villas Bôas (eds.), Arte e vida social: Pesquisas recentes no Brasil e na França, Marseille : OpenEdition Press, coll. Brésil / France | Brasil / França, 2016 - 454 p. - (Édition brésilienne de "Art et société : recherches récentes et regards croisés Brésil-France", Marseille: OpenEdition Press, 2016.).
    Se a riqueza das trocas entre o Brasil e a França é bastante conhecida no âmbito das ciências sociais como a sociologia ou a antropologia, campos em que a presença francesa no Brasil suscitou intercâmbios muito fecundos que beneficiaram as duas tradições nacionais, o mesmo não acontece na sociologia da arte, área em que os laços entre os dois países ainda permanecem em grande parte inexplorados. Porém, existem claramente duas tradições nacionais marcadas cada uma pelo forte desenvolvimento desse campo de pesquisa, e, devido a seu progresso inegável, as pesquisas que se destacaram tanto no Brasil como na França forçosamente se encontraram. Esta obra intenta apresentar o estado da sociologia da arte na França e no Brasil. Ambos os países apresentando forte tradição sociológica, trata-se de destacar as especificidades de cada um, mas também os traços em comum, assim como os temas sobre os quais dialogam, quer estejam já iniciados, quer ainda estejam para acontecer.
  • Sylvie Tissot, Good Neighbors. Gentrifying Diversity in Boston’s South End, traduit par David Broder, Catherine Romatowski, London, New York : Verso Books, 2015 - 288 p. - (Traduction de : S. Tissot, De bons voisins : enquête dans un quartier de la bourgeoisie progressiste, Paris, Editions Raisons d'Agir, 2011.).
    What we talk about when we talk about gentrification... Cities are the prime locus of class conflict today. Often described as gentrification, the material bases and concrete manifestations of this new form of social violence have too often gone uncharted, however. Through a historical and ethnographical account of the changing face of one former working-class neighborhood in Boston, Good Neighbors provides fascinating insights into how the urban elites have reshaped the neighborhood they now inhabit. Investigating the mix of inclusion and exclusion that characterizes elite culture, Tissot demonstrates that while new mixed demographics emerged and coexistence alongside “different” populations – whether for their income, their ethnic origins, or their sexual orientation – have become a prized quality, social barriers have not in any sense been erased, indeed quite the contrary.
  • Fabien Truong, “Ensinar Pierre Bourdieu no 9-3: o que falar quer dizer”, Política & Sociedade, En cours d'impression, 2019 - p. - (Traduction de : Fabien Truong, « Enseigner Pierre Bourdieu dans le 9-3 : ce que parler veut dire », Socio-logos [En ligne], 5 | 2010, mis en ligne le 13 avril 2010, consulté le 25 juin 2019. URL : http://journals.openedition.org/socio-logos/2446).

Les chercheur.e.s traduisent

  • Cornelia Möser, traduction de : B. Adamczak, Le communisme expliqué aux enfants, Genève : Editions entremonde, coll. “— A6”, 2019 - 96 p.

  • Cornelia Möser, traduction de : B. Adamczak, “Come on. Discussion sur un nouveau mot qui émerge et qui va révolutionner notre manière de parler de sexe”, GLAD! Revue sur le langage, le genre, les sexualités, n°6, 2018 - p. En ligne : https://www.revue-glad.org/1401, consulté le27102020, (Traduction de: "Adamczak, Bini. 2016. « Come on. Diskussion Über ein neues Wort, das sich aufdrängt und unser Sprechen über Sex revolutionieren wird », analyse & kritik 614.")

  • Séverine Sofio, traduction de : F. Amaya Schaeffer, “Les cybermariages au Mexique et en Colombie : de l’érotique du nationalisme aux modulations d’une citoyenneté transnationale”, Cahiers du Genre, vol. 64, n°1, 2018 - p. 129-154., (Place: Paris Publisher: L'Harmattan)
    Il existe plus de deux cents sites d’agences matrimoniales spécialisées dans les rencontres internationales entre hommes états-uniens et femmes latino-américaines. Sur ces sites, les femmes d’Amérique latine sont présentées comme naturellement plus féminines, plus belles, plus chaleureuses et plus attachées à l’idée de famille que les femmes aux États-Unis. Pourtant les Mexicaines de Guadalajara et les Colombiennes de Cali mettent en avant des arguments différents pour justifier leur choix d’épouser des Américains : cet article explore les raisons expliquant ces disparités de discours, en posant notamment la question de l’impact des dynamiques de classe sur les imaginaires nationaux de ces femmes. 1
  • Frédéric Joly, traduction de : H. Bredekamp, Théorie de l'acte d'image, Paris : Editions La Découverte, coll. “Politique et sociétés”, 2015 - 384 p., (Traduit avec la collaboration d'Yves Sintomer)
    Dans ce livre, Horst Bredekamp tente de comprendre un paradoxe qui hante la pensée de l’image depuis toujours : l’image, en tant qu’artefact créé par les humains, ne possède pas de vie propre, et pourtant elle développe une présence, une puissance, qui emporte celui qui la regarde – comme en témoigne la longue controverse sur la force des images, de l’iconoclasme byzantin ou protestant jusqu’à la destruction des bouddhas de Bâmiyân. Platon, Léonard de Vinci, Lacan, Heidegger, Warburg : nombreux sont ceux qui ont tenté de percer ce mystère de la puissance effective de l’image. De la statuaire grecque jusqu’aux performances scéniques de Michael Jackson en passant par les automates, les tableaux vivants et l’œuvre de Niki de Saint-Phalle, Horst Bredekamp analyse plus de deux cents images afin de déployer une théorie originale et ambitieuse, celle de l’acte d’image. Conçue pour faire écho et contrepoint à la célèbre théorie de l’acte de langage, initiée par Searle et Austin, elle analyse la puissance spécifique recelée par l’image. Il n’y a alors pas d’autre choix que de replacer l’image au même niveau que le langage (et l’écriture) dans notre pensée de l’humain et de son histoire, de ses origines à nos jours. Traduit dans plusieurs langues, le livre de Horst Bredekamp est déjà une référence incontournable dans des disciplines aussi variées que la philosophie, la théorie esthétique, l’histoire de l’art et les études culturelles.
  • Séverine Sofio, traduction de : C. Cockburn, Des femmes contre le militarisme et la guerre, Paris : Editions La Dispute, coll. “Le genre du monde”, 2015 - 163 p., (Préface d'Arielle Denis)

  • Michèle Greer, traduction de : J. Couti, “La Doudou contre-attaque : Féminisme noir, sexualisation et doudouisme en question dans l’entre deux-guerres”, Comment s'en sortir ?, n°1, 2015 - p. 111-139.

  • Dario Rudy and Séverine Sofio, traduction de : D. Bielby and L. Harrington, “Les discours de la distribution. Modèles de circulation de la télévision”, Biens symboliques / Symbolic Goods, n°6, 2020 - p. En ligne : https://www.biens-symboliques.net/392, consulté le19102020

  • Dario Rudy and Séverine Sofio, traduction de : I. Bondebjerg and V. Mayer, “L’Europe transnationale. Fictions télévisuelles, réseaux de coproduction et rencontres culturelles par médias interposés”, Biens symboliques / Symbolic Goods, n°6, 2020 - p. En ligne : https://www.biens-symboliques.net/430, consulté le19102020
    Cet article traite des dimensions sociales et culturelles de la mondialisation, et recourt à des méthodes quantitatives et qualitatives pour analyser les effets d’une intégration européenne renforcée de la production et de la réception des fictions télévisées. L’article examine les changements structurels en matière de production et de distribution au sein du paysage télévisuel européen depuis l’an 2000. On montre ainsi, à partir de données empiriques, que l’émergence d’un réseau créatif transnational de coproductions a permis une circulation accrue d’histoires originales, souvent ancrées à l’échelle locale en Europe. On examine dans cette perspective les exemples de certaines séries télévisées européennes à succès, ainsi que leur réception dans le contexte des politiques culturelles nationales et transnationales.

  • Dario Rudy and Séverine Sofio, traduction de : L. Grindstaff and V. Mayer, “De l’importance d’être ordinaire. Intermédiaires et talents à l’ère de la téléréalité”, Biens symboliques / Symbolic Goods, n°6, 2020 - p. En ligne : https://www.biens-symboliques.net/432, consulté le19102020
    Si, aujourd’hui, les chaînes câblées payantes et autres plates-formes de vidéos à la demande proposent de plus en plus de séries au scénario très élaboré, interprétées par les plus grands noms d’Hollywood, à l’opposé du spectre de l’offre télévisuelle on trouve notamment les talk-shows et les programmes de téléréalité. Si les premiers rapprochent l’expérience télévisuelle de celle du cinéma, les seconds semblent l’en éloigner d’autant plus. En effet, ces émissions se caractérisent par le fait qu’elles produisent, mettent en œuvre et vendent de l’« ordinarité » [ordinariness]. Les émissions de téléréalité, tout comme les talk-shows qui sont plutôt diffusés en journée, sont à l’origine de nombreux changements dans l’univers de la production télévisuelle : nouvelles formes de travail, nouvelles stratégies de programmation, nouvelle esthétique, mais aussi des formes plus « ordinaires » de célébrité et surtout – c’est ce qui est au cœur de notre propos dans cet article – de nouvelles définitions du « talent ». Nous proposons donc d’étudier ces programmes fondés sur la réalité, à partir de la manière dont le concept de « talent » s’y négocie. Sachant que ces contenus sont en grande partie définis par leur recours à des personnes ordinaires plutôt qu’à des comédien·ne·s professionnel·le·s, et à des scénarios peu structurés (ou « situations »), plutôt qu’à des scènes écrites et répétées, nous nous demandons en quoi consiste le talent dans cette configuration, comment il est cultivé et (ce) qui en est à l’origine.

  • Séverine Sofio, traduction de : F. Andreazza, “Le cinéma comme espace social”, Biens symboliques / Symbolic Goods, n°4, 2019 - p. En ligne : https://www.biens-symboliques.net/347, consulté le19102020
  • Séverine Sofio, traduction de : H. Belnap Jensen, “Le privilège des femmes dans la critique d'art en France, 1785-1815”, Sociétés et représentations, n°40, 2015 - p. 145-162., (Original-title: Female Privilege and Art Criticism in Revolutionary Era Pamphlets and Periodical Literature)

  • Séverine Sofio, traduction de : M. Ronca, “Femmes et Rayons X. Voir et pouvoir”, Les cahiers du genre, n°65, 2019 - p. 145-168.
    Cet article s’interroge sur le processus de lecture des images médicales et sur la façon dont le corps est lu et rendu lisible aux yeux de l’observateur. Il analyse, en particulier, la manière dont les radiographies mettent au jour la différence sexuelle et fabriquent, en le sexuant, le biologique de façon dichotomique selon des oppositions de genre. En investissant depuis une perspective de genre la relation entre femmes et techniques d’imagerie, l’objectif est d’examiner comment la pratique de la radiographie à une époque ‘pré-échographique’ réduit le corps de la femme à un corps enceint et comment ce dernier est représenté par un ensemble d’organes sexuels et de parties mesurables.
  • Séverine Sofio, traduction de : C. Thompson, “Vote, ovocytes et cosmétiques. Les trois jalons identitaires du recours au genre dans la recherche sur les cellules souches en Californie » [« Three Times a Woman : Voting, Egg Donation, Cosmetics, and the Punctuated Gendering of Stem Cell Innovation in California »]”, Cahiers du genre, n°56, 2014 - p. 105-138.

17 June 2017